Viajar é um raro prazer!!!

Viajar é um raro prazer!!!

Você já participou de uma viagem solidária?

Você já participou de uma viagem solidária?

Viagem solidária é uma forma de fazer o bem sem saber a quem. Experimente fazê-la, ao menos uma vez, e você vai sentir um prazer e alegria inimagináveis.

Normalmente, no período do Natal, pensamos em fazer boas ações, e também de relembrar os bons momentos vivenciados no ano.

Como participei de uma viagem solidária

Sou voluntária em um hospital e amigos me convidaram para participar de uma viagem solidária que ocorreria nos dias 29 e 30 de setembro.

No início, não sabia aonde iria e nem o que faria. Disseram apenas que estávamos sendo convocados para uma viagem, da qual a única coisa certeira é que seria inesquecível.

Quais eram as regras e como consegui as doações 

Nossa viagem solidária foi apelidada de “viagem fantástica”. Seríamos doze grupos, denominados “Clãs”. Cada Clã teria, no mínimo, quinze pessoas, com um líder, responsável pelas coordenadas do trabalho.

Contudo, havia uma regra obrigatória a ser cumprida: os participantes da viagem solidária não podiam fazer as doações e nem tirar dinheiro do próprio bolso para comprá-las. Isto é, o material solicitado deveria ser alcançado com pessoas do nosso convívio social e que não estivessem presentes no dia da ação social.

Decorrido um tempo, recebemos a primeira lista com o material indispensável para a realização da tarefa, a saber: 20 sacos de cimento, 06 m3 de areia média e 03 m3 de pedra. Confesso que quando vi a lista, imaginei que não conseguiríamos tantas doações. Uns dias depois, para nossa surpresa, recebemos uma segunda lista, solicitando mais 40 m2 de azulejo e 20 sacos de argamassa.

E não parou aí. Quem tivesse ferramentas, poderia levá-las nos dias da viagem, como pás, enxadas, colher de pedreiro, desempenadeira, latas para transporte de massa etc.

A coisa foi se complicando. Pensei em desistir, porque não sabia como e onde conseguir tantas doações. Foi quando uma amiga, também participante, me disse: siga seu coração. Pensei: não custa nada tentar, afinal de contas não estou sozinha nessa empreitada.

Assim sendo, parti para a ação. Além de conversar pessoalmente com amigos, enviei também mensagens pelo celular explicando que, se cada um doasse um pouquinho, conseguiríamos arrecadar o total estipulado para o nosso Clã.

E qual não foi minha felicidade quando as doações começaram a acontecer. Além dos materiais, consegui até levar uma amiga para trabalhar na viagem.

Como seria o trabalho nessa viagem solidária

O trabalho de todos e por todos os grupos foi feito por funcionários do hospital, inclusive com a participação de seus voluntários; da própria comunidade de Santana do Parnaíba; da instituição beneficente; e, de outras pessoas já assistidas pelo pessoal do hospital no ano anterior.

Onde seria nossa viagem solidária e quem seriam os beneficiários

Entrementes, faltavam muitas informações sobre nossa viagem solidária.

  • Para onde iríamos?

Enquanto nos mobilizávamos para obtenção do material de construção, ficamos sabendo que iríamos para Santana do Parnaíba (SP), para colaborar com uma associação beneficente que cuida de crianças e adolescentes portadores de deficiências múltiplas, em sua maioria cadeirantes.

  • Quem seriam os beneficiários

No entanto, as benfeitorias propriamente ditas seriam feitas nas casas desses cadeirantes, com o intuito de facilitar a locomoção e a acessibilidade deles.

Nosso trabalho seria prestado a um cadeirante e a seu pai, Sr. José, numa casa em construção.  Caso não concluíssemos todos os serviços, o Sr. José, que é pedreiro, continuaria a obra posteriormente.

O que seria feito com o material arrecadado

Chegando à casa que iríamos trabalhar, lembrei-me daquela música: “era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada …”

Por óbvio, a casa não era engraçada. Tinha somente as paredes, a laje, o chão de terra batida nos cômodos, com tijolos sem reboco, sem janelas ou portas.

viagem solidáriaviagem solidária

Sem sombra de dúvida, posso dizer que tive um choque ao me deparar com a realidade do local, pois faltava tudo.

Porém, lembrei-me que, ainda no ônibus e a caminho da casa, nosso líder falara que devíamos ter em mente somente a “abundância” e nunca a “miséria”. E que se faltasse algo, teríamos que nos virar para conseguir. E não é que deu tudo certo! A abundância prevaleceu.

viagem solidáriaviagem solidária

Ainda que não tenhamos finalizado toda a obra na viagem solidária, o Sr. José, na nossa despedida, nos disse emocionado que nem em um ano conseguiria todo aquele material, nem faria o trabalho que deixamos pronto nos dois dias de nosso turismo voluntário.

Qual foi o sentimento dos participantes no final da viagem 

Ficou evidenciado o sentimento de gratidão e emoção de todos pelo êxito de nossa viagem solidária, pois o pouco que fizemos valeu muito para a família assistida.

Nesse sentido, o desafio proposto foi atingido, com muita boa vontade e união de todos os participantes, apesar de o trabalho ter sido braçal e na raça.

 

Outro aspecto peculiar, foi a harmonia de todos desde a chegada a casa até nossa saída. Todos procuraram um serviço para fazer voluntariamente e tudo transcorreu muito bem e sem rivalidades, até porque não havia chefes para indicar as tarefas, nem qualquer conhecimento nosso sobre serviços de pedreiro.

Para mim está foi a maior lição: levar para o nosso ambiente de trabalho ou mesmo para nossa casa a cultura da participação e não a cultura da imposição.

Fica aqui um convite. Quando puder, independentemente da sua idade, participe de uma “viagem do bem”, pois assim estará vivenciando as alegrias do turismo solidário e/ou voluntário. É uma outra forma de viajar e te dará imenso prazer. Pode acreditar.

 

Se você já participou de uma viagem solidária, comente conosco.



2 thoughts on “Você já participou de uma viagem solidária?”

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